Perdendo de Vez o Medo de Falar Inglês em 2 Simples Passos (Garantido!)

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Acredite ou não, um dos maiores problemas das pessoas que não conseguem falam inglês, não é o fato delas não saberem falar inglês ou não terem conhecimento suficiente para ao menos estabelecerem uma simples conversação, o maior vilão é o medo.

Ah o medo, este mecanismo de defesa do corpo humano que já salvou a sua vida muitas vezes, em certos momentos pode te prejudicar. Em alguns momentos, identificar uma ameaça e reagir a ela é bem válido, o complicado é identificar ameaças onde elas não existem pois isso pode te privar de fazer muitas coisas: falar inglês, por exemplo.

É por esse motivo que este artigo te será de grande ajuda; aqui vou apresentar como você poderá resolver esse problema e se sentir livre para falar inglês onde e quando quiser, desde que você entenda bem o conceito do que está escrito aqui.

Veja abaixo como perder o medo de falar inglês em 2 simples passos

Volte a ser Criança

Quando se é criança, as restrições para as novas experiências não existem. Cada novo contato com o mundo e cada nova experiência são vividas de uma forma irresponsável: digamos que crianças vivem através de uma irresponsabilidade saudável para o momento vivido.

Se você vir uma criança brincando com fogo, certamente você vai dizer que ela não pode fazer isso. A criança, por sua vez, continuaria brincando até se queimar ou até que algum acidente acontecesse. Isso acontece porque crianças não encaram o mundo como um local perigoso, por isso cada nova experiência que elas têm se transformam em oportunidades para viver, sem pensar num erro ou na possibilidade de errar, elas apenas vivem.

O mesmo se dá na linguística, quando as crianças começam a pronunciar as suas primeiras palavras. Elas apenas repetem o que ouvem e consequentemente o que está sendo falado pelos adultos que participam de sua vida.

Porém, elas não se perguntam sobre os porquês da língua, elas não se perguntam se os verbos estão no presente, passado ou futuro, e bom… Verbos? O que são verbos?

A criança não se preocupa com a pronúncia, não se priva ou não pensa antes de falar o que pensa e quando pensa, ela apenas fala. Essa primeira experiência é o que possibilita que ela se comunique de forma fluente e natural, adquirindo assim o seu idioma nativo.

O mesmo aconteceria se ela fosse exposta a um idioma estrangeiro. Ela não se importaria sobre pronúncia, tempos verbais, concordância ou qualquer outro porquê. Ela somente repetiria o que estava ouvindo, sem medo.

No entanto, quando o ser humano vai crescendo, ele vai encontrando situações que vai o torna mais privado a novas experiências. O mundo vai se tornando o espaço que existe dentro de cada para o novo cada vez mais estreito.

Embora a capacidade de aprendizagem continue sendo a mesma de quando você era uma criança, ao se tornar um adulto você já passou por diversos momentos frustrantes, momentos que você deseja não repetir.

Como consequência você evita sair da sua zona de conforto e ir viver o novo para não correr o risco de errar e passar pela mesma situação frustrante mais uma vez. É como se fosse um sistema de defesa.
O mesmo acontece quando você estuda um novo idioma, não é que você sente medo de falar, você sente medo de comentários negativos sobre você, tem medo de chacotas de amigos ao tentar pronunciar uma palavra em falhar, tem medo de não ser compreendido.

Quando você se priva de viver uma nova experiência, você não obtém aquele conhecimento. É bem provável que você vai errar nos primeiros momentos, o que é bem normal, afinal de contas o erro é pré-requisito para o acerto. Não existe ninguém nesse planeta, absolutamente ninguém que não tenha errado antes de acertar.

A questão é: o quanto você está decidido à errar até chegar o momento em que você vai acertar, e se você encara os erros como um percurso para o acerto, aprende e entende isso. Um dia você consegue, desconsiderando todas as barreiras e encarando as frustrações vividas (se vividas) como obstáculos a serem vencidos neste caminho para o conhecimento.

É por esse motivo que eu aconselho a voltar a ser criança, não se privar de conhecer o novo e encarar o mundo do inglês sem nenhuma restrição, apenas fale e faça o seu melhor, da forma que você puder, no momento que você puder e quando você puder. Tenha certeza de que fazendo isso, e levando em consideração um processo de aprendizagem e evolução, o seu melhor a cada passo será melhor que o “melhor” anterior, e quando você menos esperar, você estará fluente no idioma.

Não tente falar – tente ouvir e compreender.

A fala só existe quando isso é possível. Não existe uma tentativa de fala, se você está tentando falar é porque ainda não é o momento propício a isso. Muitas pessoas não conseguem falar inglês porque elas encaram o processo de fala como um processo de tentativa. Eu, como educador, já ouvi diversas vezes alunos falando “eu vou tentar falar” quando eu pedia para me responderem algo em inglês.

Vamos voltar um pouco no tempo para entender esse conceito. Façamos novamente a relação com a criança: quando se é criança apenas ouvimos muito o nosso idioma nativo vindo de todos os lados, nossos pais, tias, primos, avós, enfim, nossos familiares e pessoas mais próximas são os principais responsáveis por nossa habilidade de fala.

Nós apenas ouvimos muito do nosso idioma, o português brasileiro, vindo de todos os lados, e isso foi nos deixando cada vez mais cheios do português e obviamente cada vez com mais chances de usá-lo com as nossas estruturas orgânicas.

Porém, quando as crianças começam a pronunciar as suas primeiras palavras, elas já compreendem o que desejam falar, elas já entendem as pessoas falando com ela, elas apenas falam o que já ouviram e já entenderam. Elas usam a fala como uma maneira natural de se comunicar com o que já compreendem.

Sendo assim, é importante entender que só será possível falar naturalmente, quando já é possível compreender o que se quer falar. Caso contrário o processo de tentativa de fala sempre irá acontecer e consequentemente o medo de falar inglês vem à tona a partir do momento que você não estará falando naturalmente; o tempo todo você pensará se vai errar ou não, se a estrutura do que está falando está correta ou não ou se os verbos estão adequadamente conjugados.

É possível fazer uma relação com um carro. Um carro para funcionar precisa de combustível, caso contrário ele ficará parado. Trazendo este exemplo para o meio da linguística, leve em consideração que o carro é você e o combustível é o inglês, se você não se abastecer de inglês não será possível se mover em inglês, não tem como “gastar” algo que não se tem. Por isso o processo de fala não ocorre de maneira natural e a tentativa de fala vai te privar alcançar a fluência no idioma.

Tudo o que você precisa fazer para esse processo acontecer de maneira natural e esse suposto medo da fala desaparecer, é você se dedicar em se abastecer do idioma de maneira que você aumente o contato com o idioma através da audição. É necessário acrescentar o máximo de inglês possível a sua vida e aumentar o número de horas por dia de contato com a língua inglesa levando em consideração a habilidade do Listening (compreensão) pois é dessa forma que você vai se abastecer de inglês o suficiente para que depois de um tempo o processo de fala não seja um processo de tentativa e sim um processo natural e consequente de um conteúdo de inglês que já faz parte de você.

É possível alcançar esse nível em até 6 meses, dependendo da sua realidade. Se você vive uma realidade onde é possível aumentar o contato com o inglês e estudar inglês o dia inteiro, obviamente o seu desenvolvimento será mais notório e rápido. Em 3 e 4 meses, se você pode apenas 2 horas por dia ter contato com o inglês através de diversas mídias como áudios, musicas em inglês, filmes ou séries, você obterá os mesmos resultados naturais entre 6 e 8 meses.

Esses não são resultados de fluência. Para se obter a fluência de um idioma existem diversos aspectos a serem levados em consideração, porém, dentro desse período estipulado acima, é possível alcançar um grau avançado de naturalidade com o inglês se ele for estudado diariamente da forma citada.

Conclusão

Todos os seres humanos, sem deficiência, têm a mesma capacidade de comunicação. O neocórtex (parte do cérebro responsável, entre outras coisas, pela comunicação) é apto a aprender qualquer idioma, entender qualquer idioma, desde de que o processo de aprendizagem seja feito da forma correta.

Você tem a mesma capacidade que eu tenho ou que seu colega tem. O que vai depender se você vai obter os mesmos resultados que eu tenho ou que seu colega tem é o que você vai fazer com essa capacidade e a forma que você vai utilizá-la.

 

Sobre o autor

12048444_1626631347603468_257391131_nJota Filho é fundador do website educativo Inglesar e tem como principal missão ensinar inglês através de metodologia nada tradicional, focando no aprendizado natural de idiomas. Já ajudou e vem ajudando centenas de pessoas em todo o Brasil a realizarem os seus sonhos de aprender inglês através deste método.

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