Pagando mico em inglês!

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Hello there!

Hoje vou compartilhar algumas histórias/micos retiradas do livro APRENDA INGLÊS COM HUMOR – MICOS QUE VOCÊ NÃO PODE PAGAR, do querido amigo Ulisses Wehby de Carvalho. Check it out!

1. BOCA SUJA (Contribuição anônima)

Eu estava nos Estados Unidos participando de um programa de intercâmbio. Eu tinha certo conhecimento da língua inglesa, pois já havia estudado durante três anos. No entanto, havia muitas palavras que eu ainda não conhecia. Um dia, vi algumas pessoas conversando sobre como era errado swear. Eu só conhecia o sentido “jurar” da palavra inglesa. Confesso que achei estranho o fato de as pessoas estarem tão indignadas pelo simples ato de jurar, talvez por alguma razão religiosa ou ética que eu não compreendia. Então, resolvi intervir na conversa e defender o ato de swear.

– Mas o que há de tão errado nisso?
– É muito feio. Por quê? Você faz isso?
– Sim, o tempo todo! Por que não?

Minha defesa se prolongou um pouco mais. Vi as pessoas olharem para mim de forma estranha, mas deixei para lá. Mais um choque cultural, pensei. Algum tempo depois de voltar para o Brasil, descobri o outro significado da palavra: “falar palavrão”! Só que já era tarde demais para apagar minha imagem de boca suja.

MORAL DA HISTÓRIA

Esse é mais um erro bastante comum entre as pessoas que não têm domínio da língua inglesa. É muito fácil nos deixarmos enganar pelo fato de não conhecermos uma acepção de um termo. O caso é mais uma prova de que o contexto é soberano nesses casos. Se alguma coisa não soa bem, não se encaixa ou não faz muito sentido, pare, reflita e aguarde mais informações antes de tirar conclusões.

2. ELES PENSAM EM TUDO (Contribuição anônima)

Um casal de brasileiros, que havia chegado fazia pouco tempo aos Estados Unidos, foi ao supermercado fazer compras em um sábado à tarde. Tranquilamente, eles foram colocando as mercadorias no carrinho como sempre fizeram na época em que moraram no Brasil.

Com medo de não terem o dinheiro suficiente para pagar a compra, o marido foi fazendo o cálculo dos itens que estavam comprando. Quando chegou ao caixa, ele percebeu que o total tinha sido maior do que o previsto. Ele então perguntou à caixa porque o valor era maior, já que o cálculo tinha sido feito com bastante cuidado. Ele chegou até a pensar que poderiam estar sendo enganados. A moça do caixa explicou:

– That includes taxes! [No total estão inclusos os impostos!]

O marido, muito surpreso, virou-se para a esposa e disse:

– Que legal! Aqui eles pensam em tudo. Incluem até o táxi!

MORAL DA HISTÓRIA

A confusão feita pelo protagonista desse episódio foi com a palavra tax, um falso cognato bastante conhecido. O termo, ao contrário do que muitos podem pensar, não significa “táxi” nem “taxa”. Sua tradução mais comum é “imposto” ou “tributo”.

3. VOCÊ MORA ONDE? (Contribuição anônima)

Em 2004, eu estava visitando uma família americana na Califórnia. O casal, ainda jovem, havia acabado de se formar numa universidade no estado de Utah. Apesar de ser fluente em inglês, fiz a seguinte pergunta à esposa de meu amigo:

– Quando vocês estudaram em Utah, vocês moraram em um condom?

Assim que a pergunta saiu, percebi o erro (quis dizer condo, abreviação de condominium), mas já era tarde demais. Ela riu e disse:

– Não, um condom é muito pequeno para se morar, mas gostávamos muito de nosso condo.

MORAL DA HISTÓRIA

A confusão se deu pela semelhança fonética entre condo e condom. Esse é mais um problema bastante comum para quem está aprendendo uma língua estrangeira. Não deve ser motivo, portanto, para maiores constrangimentos.

Veja também:

==> Oxymorons? What the hell is that?
==> 10 Adjetivos Avançados para Turbinar seu Inglês
==> Batalha de Expressões (Idiom Battle) com Chris Wilson

4. SOPA DE SABÃO (Contribuição anônima)

Moro em Barcelona e meu namorado é inglês. Ele não fala espanhol, muito menos português! A única solução é utilizar a língua da rainha para nossa comunicação. Até aí tudo bem, pois tenho a oportunidade de praticar o idioma inglês.

Na semana passada, ele ficou doente e lá fui eu, como acompanhante e tradutora, ao médico. Felizmente, era só uma gripe forte e as recomendações foram repouso, medicação e alimentação leve. Depois de sairmos do consultório, paramos em frente à farmácia e eu falei:

– We need to buy the medicine and go home. I will make you soup for dinner. [Precisamos comprar o remédio e ir para casa. Farei uma sopa para você no jantar.]

O problema é que quando falei soup /sup/, minha pronúncia foi a de soap /soup/. Confusão armada.

– ‘Soap’ honey, are you sure? [‘Sabão’, meu amor, tem certeza?]

– Of course! The doctor told us that this is the best thing for you tonight. [Claro! O médico disse que é a melhor coisa para você hoje.]

– Honey, please, what kind of doctor would recommend ‘soap’? [Meu bem, por favor, que médico recomendaria ‘sabão’?]

Ele gesticulava imitando alguém tomando banho e lavando as axilas com sabão! O pior é que eu repetia soap com tanta convicção que ele quase acreditou… Resultado: quando a minha ficha finalmente caiu, eu comecei a rir no meio da rua. Eu estava pagando o maior mico em inglês e, ainda por cima, com um inglês. Ele também ria tanto que acho que a febre até passou!

MORAL DA HISTÓRIA

Entre mortos e feridos salvaram-se todos! Esse é mais um caso de equívoco linguístico sem maiores consequências. Apenas uma história de amor com final feliz acompanhada de uma lição de pronúncia para você. And they lived happily ever after! [E eles viveram felizes para sempre!]

5. MORAR NA FARMÁCIA? (Contribuição anônima)

Esta situação se passou em uma sala de aula do meu curso de inglês. Estávamos ainda no início do curso, mas eu tinha me matriculado na metade do semestre. É claro que fiquei meio perdido nas primeiras aulas. Um belo dia, li no livro o seguinte trecho de um diálogo: The man lives on a farm [O homem mora em uma fazenda].

Fiquei tão surpreso na hora que não me contive e quebrei a regra que nos impedia de usar o português em sala de aula. Não me contive e falei bem alto:

– O cara mora numa farmácia?

Não preciso nem dizer que a turma toda caiu na gargalhada porque eu era o único da sala que não sabia que farm quer dizer “fazenda”.

MORAL DA HISTÓRIA

Esse relato da confusão do significado de uma palavra em inglês, algo bastante comum entre os iniciantes, esconde alguns outros possíveis problemas. O primeiro deles é o emprego da preposição on antes do substantivo farm. Não é raro encontrarmos o uso equivocado de in nesses casos.

Outro problema frequente é o emprego de “fazenda” para traduzirmos farm para a língua portuguesa. Vale notar que nem sempre essa é a solução ideal, pois o termo “fazenda” em nosso idioma traz consigo alguns conceitos que nem sempre estão presentes em farm. A palavra em português geralmente pressupõe uma propriedade de grandes proporções, o que nem sempre se aplica a farm.

Essa distinção fica ainda mais evidente no caso de farmer e “fazendeiro”. Quando não dispomos de contexto que esclareça esses detalhes, opte por “propriedade” ou “propriedade rural” para traduzir farm e “produtor” ou “produtor rural” para traduzir farmer. Em alguns casos, até “agricultor” pode ser a solução ideal. Como as palavras em inglês são termos inespecíficos, opte por soluções mais neutras em nosso idioma.

Para dizer “farmácia” em inglês, as alternativas são drugstore, chemist (BrE), chemist’s (BrE) ou pharmacy. Hoje em dia nos Estados Unidos, usa-se com bastante frequência o nome da rede de farmácias. As mais conhecidas nas grandes cidades são Walgreens e CVS.

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