O professor particular de inglês: será que compensa?

Hey, there! How’s it going?

Vou começar a semana escrevendo sobre um assunto que eu acho muito interessante: o professor particular de inglês.

Lecionei em escolas de idiomas muitos anos e várias vezes alunos vinham me procurar e perguntavam se eu dava aula particular. Naquele então eu não tinha nem tempo e nem local onde ministrar tais aulas e tampouco gostava de ir à casa do aluno. Há alguns anos, decidi não mais trabalhar em escolas e abrir minha própria sala para atender os alunos que queriam ter o chamado curso VIP.

Sempre me considerei, e também fui considerado, um bom professor e a demanda foi muito grande ao ponto de que eu tinha uma lista de espera para os horários da noite. Muitos desses alunos me procurava pois queriam uma coisa em comum: aprender mais rápido. Na primeira conversa eu explicava como ia funcionar o curso, tanto na parte pedagógica quanto na parte prática, pagamentos, reposição de aulas, etc. Nessa primeira conversa eu também perguntava ao aluno o que ele esperava de uma aula particular de inglês. Muitos respondiam que não se adaptavam à “lentidão” dos cursos regulares em escolas, com aulas de aproximadamente uma e meia, duas vezes por semana.

As aulas fluíam muito bem pois eu dividia a responsabilidade do aprendizado com o aluno: ele me pagava para uma hora de assessoria e eu lhe facilitava a vida ao mostrar atalhos para que ele aprendesse mais rápido e com mais eficiência. No final das contas tal aluno descobria de que ele tinha 99% da responsabilidade pelo próprio aprendizado, ou seja, se ele não seguisse minhas orientações para estudar em casa, regular e consistentemente, ele não teria sucesso.

Repito uma frase que meu amigo e ex-aluno Rodrigo Carmo, competentíssimo professor de Física aqui em Bebedouro/SP e na região, me disse certa vez: “Adir, inglês é igual Física. Se você não se sentar pra fazer os exercícios, um por vez, não aprende.” E ele está corretíssimo: seja numa escola de idiomas, com professor particular, estudando por conta, o importante é você ser consistente no que faz, e aprender tudo completamente. A chave é: dominar o assunto e só depois passar para outro. E é nisso que pecam algumas escolas de idiomas: elas têm um planejamento e vão dando unidade atrás de unidade, com provas no meio e no final de três anos o aluno vai para um suposto nível avançado.

Sempre fui muito cri-cri com meus alunos e muitos deles deixavam de ter as aulas particulares pois eu exigia deles excelência, e não um inglês “meia-boca”. Se é para fazer, vamos fazer certo, para que não tenhamos que retificar depois. E é essa a dica que eu, como professor de escolas e também particular, aprendi nesses anos: seja excelente, pois de gente medíocre e limitada o mundo está cheio.

Respondendo à pergunta do título: será que compensa? Se você tiver uma grana para investir nessas aulas e se responsabilizar pelo seu aprendizado completamente, sim. Se for para fazer corpo mole, é melhor ficar na sua escola de idiomas.

Tenha uma ótima semana!

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