English Classes 100% in English. Do you really think so?

Guys, today I ‘stole’ a text from my good friend Denilso de Lima.

Denilso writes about some ingrained and old-fashioned concepts about using Portuguese in the English class.

Denilso has some books published and you can check out his texts on his blog.

Here’s his text:

Durante o mês de fevereiro tenho estado em vários locais e mantido contato com professores de inglês e espanhol de diferentes estados brasileiros. Isto tudo para poder dar a estes profissionais capaciatação na Abordagem Lexical e suas Implicações Metodológicas, Aquisição Lexical, Ensino da Gramática através do Vocabulário e demais assuntos envolvendo o ensino/aquisição lexical.

Nestes meus treinamentos falo muito sobre o uso da língua portuguesa em sala de aula. Ou seja, sou totalmente contra o que a maioria das redes de ensino diz: em uma aula de inglês o professor deve falar apenas em inglês. Sou e sempre serei totalmente contra esta tese retrógada e ultrapassada.

Acredito piamente que a língua materna do aprendiz é, sem dúvida, o caminho mais rápido para que ele – o aprendiz – entenda algo. Isto significa que na hora do sufoco o professor não só pode como deve sim fazer uso da língua portuguesa.

Já presenciei aulas em algumas escolas onde o professor gastava cerca de 10 a 15 minutos da aula apenas para que os alunos entendessem algo que estava sendo ‘explicado‘ em inglês. Geralmente, o aluno que capta a mensagem mais rapidamente e entende o que está sendo explicado acaba traduzindo para os demais o que o professor está dizendo. Isto me faz perguntar o seguinte: se os alunos podem traduzir, por que o professor não pode?

Geralmente, uma aula de inglês tem entre 1 hora a 1 hora e meia. Os professores reclamam que o tempo é curto demais para cumprirem o programa; porém, não percebem que gastam tempo considerável tentando explicar algo complexo em uma língua que os alunos ainda não compreendem 100%.

Outro fato interessante nisto é que os professores muitas vezes procuram explicar em inglês teorias gramaticais aos alunos. Outra pergunta: se já é difícil para nós – falantes nativos da língua portuguesa – entendermos teoria gramática da nossa própria língua imagine então ter de entender teoria gramatical de uma língua que estamos aprendendo (e pior temos de nos virar para entender em inglês).

A maioria das escolas de idiomas do Brasil se vangloriam com slogans marketeiros do tipo:

  • “nossas aulas são 100% em inglês”
  • “desde o primeiro dia de aula, você só vai ouvir inglês na sala”
  • “desde o início seu professor só vai falar inglês com você”

Cuidado com isto! Muita gente já perdeu a vontade de estudar inglês em escolas de idiomas por causa desta crença absurda e antiga. Atualmente, os pequisadores [linguistas] têm percebido que o uso da língua portuguesa em sala de aula é válido e extremamente necessário. na aquisiçaõ de outra língua. Só pra você ter uma idéia até mesmo muitos livros [inclusive gramáticas] são hoje publicadas de forma bilingue para facilitar a vida de quem quer aprender inglês.

Um exemplo de gramática que segue a linha bilingue é a famosíssima “Essential Grammar in Use” de Raymond Murphy, que tem uma edição em português. Na capa lemos: “Essential Grammar in Use Gramática Básica da Língua Inglesa – com respostas“. Que progresso, hein? Enquanto as grandes editoras seguem esta linha de raciocínio as grandes escolas de idiomas no Brasil preferem continuar no método arcaico.

Portanto, queridos leitores não se assustem ao encontrar uma escola ou outra na qual a língua portuguesa é utilizada em sala de aula. Não se assustem se manusearem o livro do curso de inglês e nele conter algumas coisas em português. Do ponto de vista dos cientistas em aquisição de segunda língua isto é totalmente necessário e eficaz. Para nós isto é um progresso e não um retrocesso!

See you! Take care!

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