Diário de Bordo – Estados Unidos (Parte 06)

23/10

Korea town (Midtown Manhattan)

E chegou o dia de ir para NYC! A van que me buscou passou às 6:15 da manhã para me levar até Boston. O trânsito é caótico de manhã e uma viagem de 40 minutos demora quase 2 horas pois o pessoal das cidades menores vão para Boston trabalhar. Dividi a van (que na verdade era um carro) com uma chinesa que trabalhava numa fábrica que faz câmeras, daquelas que se consegue ver à noite. Foi bem interessante trocar ideia com ela e o motorista, Ben.

Fiz check-in e me puseram do lado de um casal “peso pesado” e ainda bem que de Boston a NY são somente 50 minutos no total. Cheguei lá, peguei um táxi até o hotel e foi aí que a aventura começou: todas aquelas imagens que você vê nos filmes, nas séries e nos documentários viram realidade. As casas, os táxis, as pessoas.

Cheguei no hotel, Radisson Martinique, na West 32nd, no bairro coreano. Fiz check-in antes e tive a sorte de subir antes para o quarto. Estava esperando uma cadeira de rodas que tinha alugado de uma ONG e aproveitei para descer e almoçar no hotel do restaurante. Para minha surpresa consegui comer um super lanche por 10 dólares. A cadeira chegou e era hora de dar uma passeada.

As luzes de Manhattan

Comprei um passeio noturno, peguei um táxi com a cadeira e fui. Era a primeira vez que eu andava de cadeira de rodas sem as muletas de apoio. Cheguei no local combinado e como qualquer criança, precisei fazer xixi. O motorista do ônibus me disse que tinha um Starbucks na esquina e lá fui eu, sozinho e de cadeira de rodas em NY. Quanto à acessibilidade, todas as esquinas têm rampas, porém a qualidade do asfalto nem sempre é boa e a inclinação das calçadas torna um pouco difícil o equilíbrio (sim, nem tudo são rosas!).

Voltei ao local de partida da excursão e comigo estavam um casal da Philadelphia, um casal de chineses e uma australiana. O tour foi muito interessante e devo um agradecimento ao chinês (cujo nome não sei) – anjo número 03 – que me deu uma mão enorme me empurrando nos parques e nos lugares onde era mais longe. O guia da excursão sabia muito de NY, histórica e geograficamente e o passeio foi divertido e também cansativo (sobe em ônibus, desce de ônibus).

O passeio terminou no Top of the Rock, no Rockefeller Center, de onde se tem uma vista incrível à noite. Não fui até o topo pois estava chovendo e fui tentar pegar um táxi – coisa meio impossível na chuva. Um policial, baixinho e gordinho, me deu uma mão com o táxi, cheguei ao hotel e fui dormir pois no outro dia tinha outro passeio durante o dia.

See you tomorrow!

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