Diário de Bordo – Estados Unidos (Parte 02)

17/10

E cheguei aos Estados Unidos. Embora tinha o visto de turista há sempre uma chance dos agentes da imigração encanarem com você e não deixarem você entrar. But let’s rewind a bit!

Fui “recepcionado” por uma atendente da American Airlines não muito simpática que deve ter pensado que minha limitação motora também era mental pois ela falou uma frase com um sotaque carregadíssimo de NY, eu disse, “Excuse me?” e ela falou em tom meio impaciente, “Just sit down, sweetie.” De pouco papo, ela me levou para a parte da imigração onde a fila com cadeirantes era tão grande quanto a fila para os “andantes”. Como eu estava fazendo a conexão para Boston não tinha muito tempo a perder então passamos na frente. A moça da imigração fez duas ou três perguntas e carimbou meu passaporte com a data limite para eu estar nos Estados Unidos, 17 de abril (calma gente, eu volto!).

Fomos buscar a bagagem e qual não foi minha surpresa ao saber que minha cadeira de rodas tinha sumido. Como não podia perder tempo, fui orientado a reclamar sobre isso em Boston, pois era lá meu destino. Nesse meio tempo fui tentar ligar para meus pais e avisar que tinha chegado são e salvo quando um funcionário me disse, também meio impaciente, “Ya gotta kill the phone, sir!”. Tinha uma placa enorme dizendo que ali era área de segurança e blá blá blá e não poderia usar aparelhos eletrônicos ali. A funcionária (aquela simpática, lembra?) me despachou no outro avião com uma cara não muito contente e fui para Boston.

Em Boston eu iria passar o dia na Boston School of Modern Languages, onde meu ex-aluno Henrique está estudando inglês atualmente. O motorista da escola, Slatko, me buscou e lá fomos. Cheguei lá e fui muito bem recebido pelo diretor da escola que conversou comigo mais de uma hora sobre como as coisas funcionavam ali e gostei muito do esquema deles: aula das 9 da manhã às três da tarde e depois os alunos têm, alguns dias da semana, passeios e atividades culturais, além de terem um acompanhamento personalizado.

Almocei lá! Comi chili (feijão vermelho apimentado), milho cozido e salada. Geralmente os visitantes pagam mas eu filei uma bóia lá (almoço, café e cupcakes). Depois fui assistir a uma aula de vocabulário com o Henrique, no nível upper-intermediate com a professora Sandra. Eles usam um livro muito legal de ESL (inglês para imigrantes que estão morando nos Estados Unidos) e a aula teve bastante interação.

Na chegada a Boston o plano era passar alguns dias com o casal amigo David e Joanna, que iriam se casar no domingo, dia 21 de outubro. O David e eu trabalhos juntos na Transparent Language e fiz questão de ir conhecer a Joanna e ele. Ele me buscou e fomos para Acton, que fica uns 45 minutos de Boston, uma cidade bem pequena (uns 20.000 habitantes). A irmã e o cunhado da Joanna, que moram em outro estado, nos convidaram para jantar e depois voltamos para casa pra cantar! O David toca violão e cajón muito bem, no estilo flamenco, a real treat!

Sem dormir e com umas cervejas agindo no sistema, fui dormir pois no dia 18 muita coisa me aguardava. E você vai descobrir amanhã!

See ya!

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